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domingo, 26 de abril de 2009
Resenha do Livro Vale a pena ser Jornalista de Clóvis Rossi
Vale a pena ser Jornalista?
Autor: Clóvis Rossi
Por Henrique Mendes[1]
Um pouco do autor
Clóvis Rossi
Nasceu na cidade de São Paulo em 1943, Clóvis Rossi é colunista, repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha de S. Paulo. Trabalhou no Jornal do Brasil e foi editor-chefe do Estado de S. Paulo. Teve participação em diversas coberturas internacionais de grande repercussão, tanto pelo Estadão como pela Folha, da qual foi correspondente em Buenos Aires e Madri. Escreveu vários livros sobre jornalismo, entre eles “Vale a pena ser jornalista? (Editora Moderna, 1986).
O livro
O livro aborda os prós e os contras da profissão dizendo que, “o que há de bom na profissão é essa coisa de poder ser testemunha ocular da história de seu tempo. O que há de ruim é a exigência até irracional de dedicação plena”, trecho do livro. Esse foi escrito com base na sua própria experiência como jornalista e ele, Clóvis, deixa bem claro que vale a pena ser jornalista sim, relatando que o que há de bom nessa profissão, jornalista, é poder ser testemunha ocular da história de seu tempo. Fala também que o que há de ruim é a exigência até muitas vezes irracional, como conta Rossi, de dedicação plena, uma direção que você toma é se sente atirado pelo senso de responsabilidade.
Clovis, no livro Vale a pena ser Jornalista, discorre que ser um profissional desta área é muito mais complexo do que o conceito de ser um jornalista parece ser muito simples. O jornalista, para Rossi, tem poder nas mãos, ele chega a comparar com uma bomba que pode explodir a qualquer tempo, porque pode falar de assuntos simples, cotidiano, até assuntos de interesses internacionais e arriscados.
A neutralidade para Rossi é a fundamental característica de um bom jornalista, deve se manter neutro, imparcial e só informar ao leitor suas matérias e reportagens. Porque os leitores, tanto quanto os telespectadores, ou mesmo os ouvinte não precisam sentir a real intenção de quem redige no momento em que entra em contato com o texto que esta sendo apresentado.
Rossi dá conselhos em seu livro, pois ele deixa claro que a fase de adaptação do jornalista na profissão é muito importante, pois e a fase que ele o jornalista avalia se é isso mesmo que ele quer para toda a sua vida. Porque a imagem que é criada para todos somente é pensando na fama e fortuna que pode vir em decorrência da profissão de jornalista, mas não é bem assim que acontece, fala Rossi.
Para quem não conhece a profissão, reflexões são feitas durante o decorrer do livro para descrever o processo do jornalismo. O jornalista se transforma em um profissional que precisa estar atualizado para fazer da informação a melhor versão da verdade.
O mercado oferece poucas vagas em relação ao número de formandos, quanto mais o profissional investir no que se encaixa em seu perfil, será mais fácil conseguir seu lugar no mercado de trabalho. É devem se lembrar que neste mundo há muita competição. Mesmo para os profissionais em destaque, Rossi em sua obra, deixa claro que a atualização acaba sendo um bom referencial e diferencial.
Rossi conclui sua obra, mostrando as barreiras da profissão, colocando a realização pessoal acima de qualquer coisa. Rossi deixa claro que nem sempre é agradável exercer o jornalismo, mas um bom profissional deve estar além da mediocridade, denunciando, criticando ou, simplesmente, informando.
Vale a pena ser jornalista? Vale se tivermos ânimo para ultrapassar as fronteiras proibidas, fronteiras bloqueadas pela censura, pela ignorância, pela mentira. Vale se tivermos os olhos bem atentos, para ver o delicado, o diferente, o invisível. É preciso coragem para se comprometer, para dizer o que se vê e o que se sente, sem medos nem manuais. O bom desse livro “Vale a pena ser jornalista” de Clóvis Rossi é isso que ele deixa bem claro para todos os jornalistas, vale a pena ser jornalista.
Qual foi o maior aprendizado, ganhado com a leitura do livro?
O maior aprendizado ganhado com a leitura do Livro Vale a Pena ser Jornalista de Clóvis Rossi, é ter na mente que vale sim a pena ser jornalista, seja tanto nas ruas, nas redações. Em qualquer veiculo, primeiro deve ter sangue nas veias e um objetivo claro de se tornar o melhor e depois disso o jornalista é visto com outros olhares e ele próprio tem mais confiança e determinação.
Cite um exemplo no livro de informação, orientação que diz respeito em ter uma boa pesquisa nas redações?
O jornalista se transforma em um profissional que precisa estar atualizado para fazer da informação a melhor versão da verdade. O autor cita um exemplo próprio de pesquisa que foi quando o presidente Tancredo Neves ficou internado no Instituto do Coração, em São Paulo. Ele, Rossi, trabalhou incansavelmente sem parar, de manha até a noite, quando não estava na redação, estava ouvindo o rádio para saber dos boletins e das demais informações sobre a saúde do presidente. E outra de, pois da morte do presidente, Rossi trabalhou mais 10 dias sem folga e sem horários, ou seja, uma dedicação ao jornalismo de 42 dias seguidos.
Cite um exemplo no livro de informação, orientação que diz respeito em ter um à boa entrevista nas redações?
Rossi, afirma que bater em todas as portas, procurar todas as fontes (por mais irrelevantes que possam parecer), não se contentar com a verdade oficial – esse é o catecismo básico do jornalista. Ele cita Mario Mazzei Guimarães que diz: “Fazer Jornal é informar no sentido amplo, isto é, não apenas divulgar a notícia, mas fornecer material para que o leitor a apreenda da melhor maneira possível.”
Um exemplo citado no livro: “em maio de 1985, o presidente da república, José Sarney, enviou ao Congresso uma emenda constitucional propondo o restabelecimento das eleições diretas para a Presidência da República. Um repórter acomodado (o que é uma contradição, pois não pode haver repórter que há acomodação) contentar-se-ia em informar sobre o envio da emenda. Um jornalista de verdade se preocuparia em buscar os antecedentes, lembrando que o Presidente, na verdade, com a apresentação da emenda estava querendo pôr um ponto final ao debate, já público, em torno da duração de seu, mandato.”
Por que encomendaria a leitura deste livro a um estudante ou profissional de jornalismo. Se não por quê?
Eu encomendaria a leitura deste livro a um estudante ou profissional de jornalismo, porque ele o autor, deixa claro o que é bom na profissão e o que não é. Ele não esconde a verdade, e colocando o jornalismo como uma linda lição de amor, não ele mostra o que pode ser mudado, o que tem que ser, dá conselhos aos estudantes que iniciam e aos profissionais falando da maneira de como agir em determinadas situações.
O livro em questão está defasado no que se entende hoje por jornalismo. Sim ou não?
Não. Porque por mais que o livro tenha sido publicado em 1986, ele analisa com franqueza todos os aspectos que envolvem essa profissão, sendo considerada como um dos pilares da democracia e da liberdade. E esse livro também trás a noção do que é ter a responsabilidade de informar a população. E não digo que esse está defasado, por exemplo, citando um trecho do Livro O que é jornalismo, de Clóvis Rossi também, “Jornalismo, independentemente de qualquer definição acadêmica, é uma fascinante batalha pela conquista das mentes e corações de seus alvos, leitores, telespectadores ou ouvintes”. E esse livro Vale a pena ser jornalista, traz isso de forma bem objetiva e clara, o importante é que Vale a Pena ser Jornalista.
[1] Henrique Mendes Ferreira, Acadêmico de Jornalismo, pela Faculdade Católica de Uberlândia, cursa o Terceiro Período.
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Um comentário:
Maravilha... Vale a pena dar uma olhada no seu blog... Muita coisa legal da faculdade...
Abraço e até a facu!!!
www.ativismoverde.blogspot.com
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