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sábado, 18 de abril de 2009

A família como base da construção social


Família descendente de portuguesa pesquisa as origens e dá exemplo de valorização da sua história e de seus integrantes

Por Cláudia Biliato,
Henrique Mendes,
Kelly Cristina
Terceiro período de Jornalismo da Faculdade Católica de Uberlândia

O mundo passa por uma crise de culturas e de crenças nas sociedades. Deve-se também pela inexistência de união entre grupos. Uma família unida faz a diferença, pois só existe paz com união, e só há união com reunião. Os tradicionais encontros de domingo com os parentes é importante para a sociedade. A necessidade de se conhecer as origens e a descendência consolida ainda mais a célula familiar como pilar da sociedade. As curiosidades de algumas pessoas incentivam a pesquisa e o estudo dos seus antepassados.
Um exemplo dessa preocupação em preservar e divulgar as informações das origens foi dado recentemente pela família Cordeiro, que reuniu mais de 600 pessoas na fazenda Forquilha, município de Urucuia, noroeste de Minas Gerais. O propósito maior do encontro foi aglutinar os mais de 624 bisnetos da matriarca da família, a portuguesa Joaquina Cordeiro de Pompeu.
Muitos não compareceram ao encontro. Um deles foi Miguel Cordeiro de Oliveira. Apesar de morar em Uberlândia, ele sempre entra em contato com os parentes. Com 65 anos, é natural de Urucuia, mora em Uberlândia há 21 anos e há 32 anos exerce a profissão de fotógrafo. Miguel concedeu uma entrevista aos alunos do terceiro período de Jornalismo da Faculdade Católica de Uberlândia, para contar sobre a importância da família na sociedade brasileira.

A família é o primeiro espaço onde cada indivíduo se insere e o qual ajuda na formação de ser pessoa e cidadão. Qual o valor de pertencer a uma família?
Miguel Cordeiro de Oliveira: A família tem sempre que trabalhar unida para crescer, vencer e ser feliz, porque na verdade tudo que fazemos unidos há sempre um resultado melhor.
Como é para o senhor perceber essa relação entre as religiões e as famílias?
Eu procuro fazer minha parte. Primeiro, procuro a Deus e depois tento ter uma convivência, não só com meus familiares, mas com todos os seres humanos, porque todos merecem respeito e carinho. E com a minha o meu diálogo é muito bom e feliz. Com a vinda do Papa Bento XVI, a igreja procurou divulgar melhor essa união entre família e religião católica, na qual faço parte. Eu mesmo recebi cartas de São Paulo pedindo para conhecer melhor o catolicismo e assim caminhar sobre o infinito em busca da paz.

A mídia tem influenciado nas tradições das crenças e dos costumes familiares?
Uma parte sim, porque hoje é bem diferente. A linguagem mudou os modos de pensar e de expressar que modificaram os hábitos da vida familiar. Foi uma mudança para melhor. Um exemplo é a internet, que trouxe grandes resultados, houve um crescimento, um desenvolvimento tecnológico e de costumes. Quando o filho acompanha o pai, a sociedade ganha em termos de educação e cultura. A família que deve orientar os filhos para o caminho do bem. A criança aprende o que você ensina.

Conte um pouco da pesquisa e do encontro.
O levantamento foi realizado pelo meu primo Antônio Soares de Oliveira com parceria de Epifânio Rodrigues Cordeiro, facilitado pela contribuição e empenho de todos. Epifânio é dono de cartório e não teve dificuldades para pesquisar. Esse estudo pode ser pequeno no prestígio, mas é grandioso no significado. Onde tem Cordeiro, tem história. Após esse levantamento, todos se reuniram na fazenda Forquilha, município de Urucuia, no dia 27 de julho de 2008. Houve uma programação, que começou com a Santa Missa, às 11 horas, depois foi servido o almoço e logo após houve apresentação de Folia de Reis, Dança de São Gonçalo e a presença dos violeiros da região. O encontro reuniu mais de 600 pessoas.


O senhor tem receio que os descendentes esqueçam esse trabalho da pesquisa genealógica?
Nem receio, nem medo. Mas é ruim pensar que alguns parentes podem se esquecer disso. Lembrar as coisas faz parte da vida cotidiana e hoje, quanto mais se pensa em amizade, cultura e família, ficamos mais alegres e satisfeitos.

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