Desde a antiguidade, na Mesopotâmia, a prostituição já se fazia presente nos templos das divindades. As sacerdotisas vendiam seus corpos por tributos, presentes, tudo com conotação “sagrada”. Mas como a mais antiga das profissões tornou-se também a mais profana delas?
As sociedades poligâmicas antigas quase não apresentavam casos de prostituição, pois já havia certo tipo de liberalidade sexual não explícita, mas suficientemente forte para se fazer valer. Também em algumas sociedades matriarcais, onde a mulher era o centro e reverenciava-se a Deusa Mãe, a liberalidade sexual também se fazia presente.
Já as religiões monoteístas pregavam a mulher submissa, do lar, invertendo os valores dessas sociedades. Com um deus único e masculino, a figura da fêmea passa a ser exaltada como pecado, como o oposto ao sagrado, separando-a do teor sagrado como o branco do preto, a luz da escuridão e firmando-a como objeto pecaminoso.
A explosão do fenômeno da prostituição, portanto, vem fundamentalmente ligada à repressão sexual. Daí o seu aspecto profano, já que bate de frente com a figura da “mãe perfeita”, sem desejos sexuais. Na verdade, com desejos, porém reprimidos.
A Idade Média e, posteriormente, a moderna com, a formação das metrópoles e a explosão demográfica urbana, foram fatores extremamente importantes para a disseminação da prostituição que cada vez mais se afastava do sagrado para dar lugar ao profano, ao “mundismo”.
E, cada vez mais na marginalidade, o sexo para a mulher passa também por questões de sobrevivência nas grandes cidades, absorvendo outros valores e formas, de acordo com a configuração de cada época e lugar.
As sociedades poligâmicas antigas quase não apresentavam casos de prostituição, pois já havia certo tipo de liberalidade sexual não explícita, mas suficientemente forte para se fazer valer. Também em algumas sociedades matriarcais, onde a mulher era o centro e reverenciava-se a Deusa Mãe, a liberalidade sexual também se fazia presente.
Já as religiões monoteístas pregavam a mulher submissa, do lar, invertendo os valores dessas sociedades. Com um deus único e masculino, a figura da fêmea passa a ser exaltada como pecado, como o oposto ao sagrado, separando-a do teor sagrado como o branco do preto, a luz da escuridão e firmando-a como objeto pecaminoso.
A explosão do fenômeno da prostituição, portanto, vem fundamentalmente ligada à repressão sexual. Daí o seu aspecto profano, já que bate de frente com a figura da “mãe perfeita”, sem desejos sexuais. Na verdade, com desejos, porém reprimidos.
A Idade Média e, posteriormente, a moderna com, a formação das metrópoles e a explosão demográfica urbana, foram fatores extremamente importantes para a disseminação da prostituição que cada vez mais se afastava do sagrado para dar lugar ao profano, ao “mundismo”.
E, cada vez mais na marginalidade, o sexo para a mulher passa também por questões de sobrevivência nas grandes cidades, absorvendo outros valores e formas, de acordo com a configuração de cada época e lugar.
Escrito por Ronaldo Pedroso
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