Quais os desafios e as implicações que impedem a prática do Ecumenismo?
Prmeiramente, pelo sentido etmológico, ecumenismo designa casa, toda a terra habitada, sendo que é a busca da unidade entre as religiões ou, mesmo, da humanidade. Pelo sentido do dicionário Aurélio, define-se como movimento que visa à unificação das igrejas cristãs (católica, ortodoxa e protestante). A definição eclesiástica, mais abrangente, diz que é a aproximação, a busca da superação das divisões entre as diferentes igrejas cristãs.
Mas o que fazer para lidar com essas diferenças entre povos, sendo que atualmente o termo ecumenismo esta sendo mais associado ao patamar religioso. Falando nisso, a revista Sem Fronteiras (As Grandes Religiões do Mundo, p. 36) descreve o ecumenismo como um movimento que se preocupa com as divisões entre as várias Igrejas cristãs. E explica: "Trabalha-se para que estas divisões sejam superadas de forma que se possa realizar o desejo de Jesus Cristo: de que todos os seus seguidores estivessem unidos, de assim como Ele e o Pai são um só." (Também é vontade de Jesus que os ensinamentos bíblicos sejam seguidos por completo.)
Os desafios são grandes na sua maioria, não por causa de religiões, mas sim pela falta de união entre os povos, tendo em vista a sua própria supremacia e não abrindo os olhos para o que acontece no mundo atual com as demais pessoas, que por causa de sua religião são descriminadas e perseguidas às vezes.
Existem no Brasil e no mundo vários grupos de natureza ecumênica. O que mais se destaca é o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), fundado em novembro de 1982, com sede em Brasília . Seus membros são: "Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Cristã Reformada, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e Igreja Católica Ortodoxa Siriana do Brasil". Não só o CONIC, existem outros que tem por objetivo as causas comuns, que dizem respeito a não só uma religião e sim a uma humanidade que clama por igualdade e por respeito a todas as formas de pensamentos e fazeres.
Temos que saber a diferença entre Ecumenismo e diálogo inter-religioso. Diálogo inter-religioso é a denominação dada, em especial pelas igrejas cristãs às suas relações com outras denominações religiosas não cristãs e já o ecumenimo é a relação entre as religiões cristãs.
De qualquer forma, é importante encararmos como pessoas cristãs e como igrejas de Cristo a realidade em que estamos inseridos e da qual fazemos parte tanto como cidadãos e cidadãs de fé, quanto como instituições cristãs. Um evangelho que passe ao largo das situações concretas vividas por nossos povos e, especialmente, pelas maiorias empobrecidas e fragilizadas por modelos econômicos e sociais injustos, não reflete o anúncio de Jesus de Nazaré. Conseqüentemente, ao buscarmos aprofundar nossa missão em termos de uma visão aberta e ecumênica, ponto de partida é abrir os nossos olhos e corações para esta gente a quem Deus nos envia. Vivemos num tempo e numa sociedade que se caracterizam por intensa diversidade cultural, política, social. O contexto em que somos desafiados a exercer nosso testemunho comum apresenta contradições de todo tipo, sejam os desníveis provocados por pobreza e miséria das grandes maiorias populares, seja a cultura dominada pela mídia e pelos setores secularizados que detêm os meios de difusão cultural e de informações. A sociedade atual, denominada de pós-moderna ou hiper-moderna por certos intelectuais, não se satisfaz com velhas fórmulas ou ritualismos. Devido a essas sociedades que temos que ter o respeito a qualquer religião e a qualquer forma de culto que tenha assim seres humanos envolvidos, pois somos carne e sangue e todos somos iguais perante o ser que devemos o maior respeito: DEUS.
Referência:
Revista Sem Fronteiras, Página 36, edição especial: As Grandes Religiões
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